Moradores do Complexo de Manguinhos, em Benfica, Zona Norte do Rio, fizeram um protesto nesta madrugada contra a morte de um idoso de 81 anos, baleado na comunidade Mandela III, na noite de quarta-feira (18). Revoltados, eles acusavam um policial militar da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Arará/Mandela de efetuar o disparo que matou o idoso. Durante o protesto, a Rua Leopoldo Bulhões chegou a ser fechada.
No fim da manhã desta quinta-feira (19), a Coordenadoria de Polícia Pacificadora informou que o comandante da UPP Arará/Mandela, capitão Paulo Ramos, identificou o policial que fez o disparo para o alto que, segundo os moradores, teria matado o idoso. Uma perícia será realizada.
O protesto dos moradores aconteceu no dia em que o governo do Estado celebra os cinco anos da implantação da primeira Unidade de Polícia Pacificadora, na comunidade de Santa Marta, em Botafogo. O programa faz aniversário em meio a questionamentos e conflitos que mostram que a propalada "pacificação" ainda está longe de acontecer.
A confusão teria tido início durante a abordagem policial a um menor. Moradores queriam que a mãe do menor o acompanhasse até a delegacia. O tumulto teve início e um PM teria feito disparos para o alto. Um tiro teria então atingido o rosto do morador José Joaquim de Santana, que estava na varanda de casa.
Em protesto, moradores seguiram para a Rua Leopoldo Bulhões, via de acesso a comunidade, na altura do Centro de Operações Postais (COP) dos Correios, atacando PMs com pedras e fogos de artifício. Os policiais revidaram com spray de pimenta. Policiais da Divisão de Homicídios (DH) periciaram o local e assumiram as investigações.
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