Um deles, concede aumento salarial de 5,6% para o governador e secretários
A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) teve uma noite agitada na sessão desta quarta-feira. Os deputados aprovaram várias medidas polêmicas: auxílio moradia de cerca de R$ 5 mil para juízes e promotores do Estado, aumento de 5,6% para o governador Sergio Cabral e seus secretários e definição dos novos conselheiros da Agência Estadual de Transportes (Agetransp). Todas as decisões vão para a sanção de Cabral para que possam entrar em vigor. O projeto mais polêmico é o que define o auxílio moradia para juízes e promotores. Pela lei, eles vão passar a receber 18% do valor recebido por um juiz do Supremo Tribunal Federal (STF). Mas os critérios de quem pode ou não receber o benefício ainda não estão estabelecidos e devem ser definidos em 30 dias. Antes, cerca de 160 promotores tinham direito ao auxílio, mas ganhando 10% do salário do procurador-geral. A Alerj ainda derrubou a proposta que retroagia a medida aos últimos dez anos. Já o reajuste concedido ao governador a título de perdas da inflação está dentro do orçamento, segundo o líder do governo na Alerj, deputado Coronel Jairo (PSC). Dessa forma, Cabral vai passar a ganhar R$ 21,8 mil, contra os R$ 20,6 mil de antes. O vice-governador, Luiz Fernando Pezão, e os secretários vão passar a receber R$ 18,4 mil de salário, e os subsecretários, R$ 16,5 mil mensais. O reajuste tem efeito cascata em várias categorias, já que o teto do salário estadual sobe. Os deputados acertaram também a troca dos cinco conselheiros da Agetranp, que regulamenta o transporte público no Estado. Mas a troca é polêmica. O governador Sérgio Cabral fez apenas indicações políticas para o conselho. O primeiro é César Francisco Ferraz Mastrângelo, ex-diretor do Metrô e ex-integrante da Casa Civil do Rio, que entra no lugar de Luiz Antônio Laranjeira Barbosa; Arthur Vieira Bastos, chefe de gabinete da Casa Civil, no lugar de Maurício Agnelli; Aparecida Gama, que é filiada ao PMDB e já foi secretária de Habitação do Estado e deputada estadual, entra no lugar de Francisco José Reis; Lucineide Pereira Cabral Marchi, ex-chefe de gabinete do presidente da Alerj, deputado Paulo Mello, no lugar de João Carlos da Silva Loureiro e Carlos Corrêa, filiado ao PDT e pai do deputado Bruno Correia, no lugar de Herval Barros de Souza. Cada um deles terá quatro anos de mandato, podendo ser reconduzidos pela Alerj por mais quatro anos.
Posted in
|
0 comments:
Post a Comment