Tuesday, December 24, 2013

Espírito Santo enfrenta a maior chuva da história, diz governo; Dilma visita


O governo do Espírito Santo informou no início da tarde de hoje que a chuva que atinge o Estado é a maior já registrada em sua história desde o início das medições. Pelos dados de 13h de hoje, houve 14 mortes em dezembro em decorrência dos temporais no Estado e ao menos 46 mil pessoas tiveram de deixar suas casas cerca de 10% ficaram desabrigadas (em abrigos) e 90%, desalojadas (em casas de amigos e parentes). A chuva deste mês representa o maior volume de precipitação em um curto período desde que se iniciaram as medições meteorológicas no Estado, há 90 anos, segundo o Incaper (Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural) Os estragos deste ano superam os de 1979, quando o Estado registrou o que até então era sua pior enchente, com 74 mortos somados no Espírito Santo e em Minas Gerais.
“É o evento climático mais extremo de nossa história”, afirmou o governador Renato Casagrande (PSB) sobre os temporais deste mês. Ele recebeu a presidente Dilma Rousseff em Vitória para um sobrevoo por áreas atingidas do Estado. A maioria das mortes registradas no Estado, disse Casagrande, foram consequência de deslizamentos de encostas. Houve registro de mortes nas cidades de Itaguaçu (oito), Colatina e Baixo Guandu (duas em cada uma), Nova Venécia e Domingos Martins (uma em cada uma). A presidente classificou como “impressionante” a situação nas áreas que sobrevoou.
“Eu vi em alguns Estados situações de alagamento fantásticas, mas aqui vi uma quantidade de água absurda, é impressionante”, afirmou Dilma, que destacou ações federais para prevenção e combate aos danos causados pelas enchentes. Como o tempo continuava chuvoso na região, ainda há risco de inundação e deslizamento de terras na região serrana do ES e também de alagamentos nas cidades de Linhares e Colatina em razão do rio Doce estar com nível acima das taxas de inundação. O rio deve ultrapassar a cota de dez metros hoje.

Em Colatina, por exemplo, o nível do rio às 12h já atingia a cota de 8,85 metros, mais de três metros acima da cota de inundação, que é de 5,2 metros. As inundações já prejudicam atividades agrícolas como produção de café, frutas e hortaliças. Mais de 200 pontes foram danificadas ou arrancadas e 100 mil litros de leite se perderam. O socorro às vítimas envolve equipes das prefeituras, do Estado e homens do Exército, além de órgãos do governo federal. O Ministério da Integração Nacional enviará 3.000 kits de dormitório, de limpeza e de higiene pessoal para o Estado, e mais um helicóptero se juntará às três aeronaves que prestam auxílio aos capixabas. 
Dilma visita
A presidente Dilma Rousseff chegou na tarde desta terça-feira, 24, a Brasília e passará a tarde no Palácio da Alvorada com a família. Na manhã desta terça, Dilma esteve no Espírito Santo, onde sobrevoou as áreas atingidas pelas chuvas e se reuniu com o governador, Renato Casagrande (PSB).
Por meio de sua conta no microblog Twitter, a presidente se solidarizou com a população capixaba e reiterou a ajuda que o governo federal dará ao Estado. “Primeiro, vamos agir e liberar todos os recursos necessários para resgatar as pessoas, salvar as vidas e abrigar as famílias atingidas”, afirmou em uma das dez postagens que fez, ainda dentro do avião, a caminho de Brasília, e completou: “Em seguida, vamos reconstruir as cidades e os municípios alagados - reconstruir estradas, hospitais, escolas, moradias.”
A presidente reforçou, em uma das postagens, a parceria entre os governos federal, estadual e municipais por meio da qual vai liberar R$ 608 milhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para programas de prevenção de desastre. “Vamos ainda realizar obras estruturantes de prevenção necessárias: barragens, proteção de encostas, drenagem urbana para que diante de um período de chuvas dessa dimensão não tenhamos uma tragédia como essa”, afirmou, em outra mensagem no microblog.

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