Thursday, December 19, 2013

Campos é trator político, mas administrador mais aberto

Fonte: http://exame.abril.com.br

Governador de Pernambuco, Eduardo Campos: Campos iniciou 2013 embalado pelo desempenho notável do PSB nas eleições municipais do ano anterior
Recife - O aprendizado no palanque começou cedo, aos 21 anos, quando participou ativamente da eleição do avô, Miguel Arraes, um dos ícones da esquerda na resistência à ditadura militar, para o governo de Pernambuco em 1986. Depois disso, recém-formado em economia, Eduardo Campos foi chefe de gabinete de Arraes, partindo daí para construir sua própria carreira política.

Mas se o ponto de partida foi o avô, quem conheceu um e conhece o outro vê fortes distinções. "Ele gerencialmente é melhor que o avô. Politicamente é mais autoritário que o avô", resumiu um político pernambucano.
Em um campo de futebol, nas palavras de um assessor próximo, Arraes seria um meia cerebral, capaz de lançamentos precisos e com ampla visão de jogo. Campos traz mais um perfil para o ataque, jogaria com a camisa de centroavante, mas não daqueles trombadores.
As diferenças entre eles também são atribuídas ao ambiente político em que os dois foram forjados. Arraes enfrentou a ditadura e aprendeu a fazer política nas dificuldades do sertão. Campos, de 48 anos, desenvolveu seu traquejo político na democracia e com mais condições do que o avô.
Mas a obstinação herdada é, provavelmente, o traço mais marcante desse governador que quer chegar à Presidência da República.
Depois de ocupar cargos na administração do avô, de ser eleito deputado estadual e federal, ser o ministro mais jovem do governo Lula e se eleger governador duas vezes, Campos iniciou 2013 embalado pelo desempenho notável do PSB nas eleições municipais do ano anterior, dizendo a Dilma que não negociaria o apoio do partido à sua reeleição antes de 2014.
Em janeiro, ainda se considerava a possibilidade de que o PT mudasse a aliança com o PMDB para abrigar o PSB como vice de Dilma na disputa pela reeleição. Era mais uma esperança do que uma possibilidade para um partido que historicamente quase sempre esteve aliado aos petistas.

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