Monday, December 16, 2013

Ataques aéreos matam 76 pessoas na Síria

Bombardeios foram realizados no domingo (15) pelo Exército sírio contra bairros controlados por rebeldes, em Aleppo. Entre os mortos, há 28 crianças

REDAÇÃO ÉPOCA, COM AGÊNCIA EFE E AGÊNCIA BRASIL

Homem chora ao carregar o corpo de uma criança morta em um dos ataques realizados pela Força Aérea da Síria no domingo (15) em bairros controlados por rebeldes em Aleppo, no norte do país (Foto: AP Photo/Aleppo Media Center, AMC)
Pelo menos 76 pessoas, entre elas 28 crianças, morreram em uma série de ataques aéreos realizados pelo Exército da Síria contra bairros controlados por rebeldes da cidade de Aleppo, no norte do país. A informação sobre os ataques,perpetrados no domingo (15), foram divulgados nesta segunda-feira (16) pelo Observatório Sírio de Direitos Humanos.
Helicópteros do regime sírio lançaram durante o domingo barris com explosivos sobre as zonas de Ard al Hamra, Al Haidaria, Al Sajur e Sheikh Said, entre outras. Em resposta aos ataques, várias facções rebeldes de oposição ao governo do presidente da SíriaBashar al-Assad, advertiram que todos os centros militares e de segurança do regime serão alvo de seus ataques e deram 24 horas aos civis para saiam dessas regiões.
Desde o início da guerra civil na Síria, em março de 2011, a Organização das Nações Unidas (ONU) estima que mais de 100 mil pessoas morreram. Além dos milhares de mortos, o conflito no país fez com que mais de dois milhões de sírios deixassem o país. Os que ainda continuam em território sírio sofrem com os conflitos cotidianos entre rebeldes e forças de segurança, além da falta de alimentos, moradia e segurança. 
Para desenvolver uma ação humanitária com objetivo de ajudar a população que ainda vive na Síria e a que se refugiou para países vizinhos, as agências da ONU estimaram nesta segunda-feira (16) a quantia de US$ 6,5 bilhões - o maior valor já estimado pelas Nações Unidas para responder a uma só crise. 
"Na Síria há cerca de seis milhões que requerem urgentemente ajuda vital, como comida, cobertores e atendimento médico", afirmou em Genebra, na Suíça, a subsecretária geral das Nações Unidas para Assuntos Humanitários, Valerie Amos, no lançamento oficial do pedido de ajuda humanitária.
Do total, US$ 2,27 bilhões serão destinados a 122 projetos dentro da Síria, para ajudar 9,3 milhões de pessoas que necessitam de assistência humanitária "de maneira crítica". O restante, US$ 4,2 bilhões, será usado para ajudar 6,8 milhões de pessoas em situação de "extrema necessidade" refugiadas no Líbano, Jordânia, Iraque, Turquia e Egito. 
A prioridade neste momento, segundo Amos, é que as agências da ONU cheguem a locais que não atenderam ainda, "fundamentalmente nas áreas onde vivem cerca de 250 mil pessoas que nunca receberam assistência de urgência". Outro objetivo da organização é ajudar 2,5 milhões de pessoas que vivem em zonas de difícil acesso por causa dos enfrentamentos armados, às quais não se pode entrar com regularidade, como a região norte Síria.

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