De acordo com o artigo, a conduta não é um atraso e sim uma "criatividade ancestral"
O jeitinho brasileiro foi tema do texto “O polêmico ‘jeitinho’ brasileiro”, publicado pelo El País no dia 1. O texto explica que o jeitinho, de tempos pra cá, tem sido denegrido, mas que nada mais é do que “arranjar uma saída para uma situação sem saída” e, portanto, tem ares de inteligência, além de uma “criatividade ancestral”.
O pássaro, para o jornal, aparece, por exemplo, no salário mínimo que é pouco, mas tem aumentos anuais; o suficiente para que quem nunca teve nada comece a sonhar. No entanto, o artigo acredita que, pouco a pouco, é possível que os brasileiros percebam que melhor que o jeitinho é poder atuar como um cidadão pleno, com direitos e deveres, em uma sociedade que funcione para todos, como foi visto nas manifestações de junho.
Ao mesmo tempo em que uma pesquisa aponta que 66% dos brasileiros exigem algum tipo de mudança política, a presidente Dilma Rousseff aparece como favorita para a reeleição. E a oposição, que poderia mudar algo, de acordo com a matéria, segue com baixa popularidade. É como se quisessem mais, porém sem nenhuma mudança brusca, melhorando com segurança.
Portanto, nem mesmo nas manifestações de junho exigiram uma revolução, uma mudança política nem uma nova Constituição. Apenas pediram respeito aos direitos e uma distribuição de riquezas mais justa.
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