A investigação do caso foi solicitada pelo TRT ao MPF após uma apuração inicial de que o juiz Torres teria desviado R$ 185 mil do processo de venda de uma mineradora que operava em uma área de extração mineral próxima do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães. Segundo o juiz do Trabalho Paulo Roberto Brescovici, o prefeito e o sócio se beneficiaram de uma "fraude processual". A venda foi anulada pelo TRT.
O juiz afastado envolvido no esquema autorizou, em 2011, a transferência das cotas da mineradora para uma empresa cuja dona era a filha do sócio do prefeito, Jéssica Cristina de Souza. Após seis meses, Jéssica transferiu 98% das cotas para outra empresa do ramo, a Maney Mineradora Casa de Pedra, propriedade do pai dela e de Mendes.
Prefeitura diz que transferência foi 'totalmente legal'
A prefeitura de Cuiabá afirmou que o prefeito Mendes "não é parte no processo trabalhista e jamais foi chamado aos autos", e que ele não é investigado pelo MPF - o que contraria a palavra da Promotoria. Segundo o secretário de comunicação da prefeitura, Kléber Lima, a transferência das cotas para o prefeito em janeiro de 2012 foi "uma transação totalmente legal".
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