Tuesday, January 7, 2014

Moradores da Mangueira fazem manifestação e fecham Radial Oeste


Operação da PM durante o fim de semana deixou um morto

Um grupo de aproximadamente 70 pessoas fecha a Radial Oeste no sentido Zona Norte, na altura da Uerj, desde 9h30m desta manhã de terça-feira (7). A manifestação ocorre como resposta à remoção de casas da comunidade da Mangueira. Duas barricadas foram montadas no cruzamento com a Rua São Francisco Xavier, mas os bombeiros já apagaram as chamas.
O mesmo local já havia servido para outro protesto no domingo (5), quando um grupo incendiou um ônibus da linha 622 (Saens Peña – Penha) em represália à operação da PM no Morro da Mangueira no sábado (4), que teria terminado com a morte do jovem Wellington Sabino Vieira, de 20 anos.
Após o protesto, a PM fez outra operação na comunidade que possui uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) e tiros puderam ser ouvidos. Segundo a polícia, Wellington não tinha antecedentes criminais. Na segunda-feira, o comércio estava fechado na Mangueira.
A manifestação de hoje deixa o trânsito lento e apesar da Rua Francisco Xavier só ter ficado bloqueada por 20 minutos, o sentido Centro voltou a ser fechado e o engarrafamento começa na Avenida Marechal Rondom, próximo ao CCAA. No sentido Méier, o tráfego fica lento já no Maracanã. Gás de pimenta e bombas de efeito moral estão sendo usados para conter o protesto.
A melhor opção para quem deseja ir em direção ao Méier é pegar a Avenida Visconde de Niterói. Já para o Centro, o Túnel Noel Rosa e a Rua Teodoro da Silva são os caminhos menos engarrafados.

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Delta impede PF de acessar contas apesar de autorização da Justiça


Portal Terra
A construtora Delta vem impedindo a Polícia Federal de acessar suas contas, apesar da autorização emitida pela Justiça para que a PF analise os dados na sede da empresa. A Delta, que é alvo de uma investigação sobre lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos, alega que tem direito de não produzir provas contra si mesma. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.
A PF quer ter acesso aos dados em um formato compatível, além de autorização para inspecionar a sala onde estão os documentos da contabilidade e os arquivos de gestão de obras e de projetos. Os investigadores também querem falar com funcionários e com o contador da Delta, para que ele explique como organiza os registros. Além disso, os agentes pedem o resultado da auditoria interna que foi realizada na empresa.
A Justiça havia determinado que a Delta entregasse "as informações requeridas diretamente à perícia policial" em um prazo de cinco dias. Porém, a empresa recorreu e conseguiu uma liminar que suspendeu a decisão.
A Delta passou a ser investigada a partir de revelações feitas durante a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Cachoeira, em 2012, que apurou a influência do empresário Carlos Cachoeira em vários Estados. A empresa afirmou que "está impedida de se pronunciar na mídia" porque a investigação "corre em segredo de Justiça".
Carlinhos Cachoeira
Acusado de comandar a exploração do jogo ilegal em Goiás, Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, foi preso na Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, em 29 de fevereiro de 2012, oito anos após a divulgação de um vídeo em que Waldomiro Diniz, assessor do então ministro da Casa Civil, José Dirceu, lhe pedia propina. O escândalo culminou na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Bingos e na revelação do suposto esquema de pagamento de parlamentares que ficou conhecido como mensalão.
Escutas telefônicas realizadas durante a investigação da PF apontaram diversos contatos entre Cachoeira e o senador Demóstenes Torres (GO), então líder do DEM no Senado. Ele reagiu dizendo que a violação do seu sigilo telefônico não havia obedecido a critérios legais, confirmou amizade com o bicheiro, mas negou conhecimento e envolvimento nos negócios ilegais de Cachoeira. As denúncias levaram o Psol a representar contra Demóstenes no Conselho de Ética e o DEM a abrir processo para expulsar o senador. O goiano se antecipou e pediu desfiliação da legenda.
Com o vazamento de informações do inquérito, as denúncias começaram a atingir outros políticos, agentes públicos e empresas, o que culminou na abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista do Cachoeira. O colegiado ouviu os governadores Agnelo Queiroz (PT), do Distrito Federal, e Marconi Perillo (PSDB), de Goiás, que negaram envolvimento com o grupo do bicheiro. O governador Sérgio Cabral (PMDB), do Rio de Janeiro, escapou de ser convocado. Ele é amigo do empreiteiro Fernando Cavendish, dono da Delta, apontada como parte do esquema de Cachoeira e maior recebedora de recursos do governo federal nos últimos três anos.
Demóstenes passou por processo de cassação por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética da Casa. Em 11 de julho, o plenário do Senado aprovou, por 56 votos a favor, 19 contra e cinco abstenções, a perda de mandato do goiano. Ele foi o segundo senador cassado pelo voto dos colegas na história do Senado.
Em 21 de novembro, após 265 dias preso, Carlinhos Cachoeira, deixou a penitenciária da Papuda, em Brasília. No mesmo dia, o contraventor foi condenado pela 5ª Vara Criminal do Distrito Federal a uma pena de 5 anos de prisão por tráfico de influência e formação de quadrilha. Como a sentença é inferior a 8 anos, a juíza Ana Claudia Barreto decidiu soltar Cachoeira, que cumpriria a pena em regime semiaberto.
No dia seguinte, o Ministério Público Federal (MPF) de Goiás pediu nova prisão do bicheiro, com base em uma segunda denúncia contra ele e outras 16 pessoas, todos suspeitos de participar de uma intensificação de ações criminosas em Brasília. O pedido foi negado pela Justiça.
No dia 7 de dezembro, Cachoeira voltou a ser preso. O juiz Alderico Rocha Santos, da 11ª Vara Federal de Goiás, condenou o bicheiro a 39 anos, 8 meses e 10 dias de reclusão por diversos crimes relativos à Operação Monte Carlo e determinou sua prisão preventiva. A defesa recorreu e, quatro dias depois, o juiz federal Tourinho Neto, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) concedeu novo habeas-corpus e Cachoeira foi libertado.

Avião explode ao tentar pouso e piloto morre carbonizado no interior do Piauí


Portal Terra
Um avião monomotor explodiu nesta terça-feira, ao cair na pista de pouso do aeroporto da cidade de Bom Jesus (PI), 605 quilômetros ao sul de Teresina. O acidente ocorreu por volta das 9h, quando o piloto fazia teste para uma empresa de pulverização. No choque com o chão, a aeronave explodiu e o piloto morreu carbonizado.
A aeronave, de prefixo Ipanema Embaer 202 A-PT-UNE, explodiu a 300 metros da cabeceira da pista do aeroporto. O capitão Valter Pinto, que foi o primeiro a chegar ao local para socorrer a vítima, afirmou que a aeronave voava baixo quando tentava o pouso. "O avião descia muito rápido e estava próximo às casas. Houve um barulho forte e a explosão. Menos de cinco minutos (depois), já estávamos no local fazendo o socorro", disse o capitão.
O fogo foi contido com extintores do aeroporto, já que não havia brigada do Corpo de Bombeiros no local. O piloto que morreu no acidente foi identificado como Jardeson Maiques Wanes, 22 anos. Ele era natural de Campo Novo do Parecis (MT). 
No acidente, os documentos da vítima foram queimados. A empresa forneceu o nome do piloto no Hospital Regional de Bom Jesus. Jardeson morava no município havia 15 dias.
A pista do aeroporto é administrada pela prefeitura de Bom Jesus, que acionou a Aeronáutica para investigar o acidente.
No dia 16 de dezembro de 2013, quatro pessoas morreram depois da queda de um avião monomotor Cessna 172 no aeroporto senador Petrônio Portella, em Teresina (PI). A bordo da aeronave, estavam alunos do curso de pilotagem do Centro de Ensino de Teresina.

Merkel aparece de muletas pela primeira vez desde o seu acidente de esqui



A chanceler alemã, Angela Merkel, apareceu hoje em público pela primeira vez desde o seu acidente de esqui, ao participar numa cerimónia em Berlim, onde apareceu de muletas.

Merkel participou na cerimónia dos «Sternsinger» (pequenos cantores), um evento de caridade que reúne representantes infantis da cada diocese alemã fantasiados de Reis Magos.
A chanceler só apareceu no final do acto, no qual participou sorridente e cantou junto às crianças uma canção tradicional.
Merkel feriu-se ao cair enquanto fazia esqui de fundo durante as suas férias de fim de ano na Suíça e teve de cancelar várias reuniões nesta semana, indicou na segunda-feira o seu porta-voz, Steffen Seibert.
Vítima de uma contusão na pélvis, Merkel, de 59 anos, pode andar e cumprirá a maioria das suas funções. No entanto, precisará de se manter deitada pelo máximo de tempo possível durante as próximas três semanas, explicou o porta-voz, que surpreendeu ao anunciar o acidente numa conferência de imprensa.
«Merkel é totalmente capaz de trabalhar e de comunicar. Irá dirigir, por exemplo, o conselho de ministros na quarta-feira», afirmou, assegurando que a gravidade do problema não irá necessitar de novos boletins médicos.
Merkel foi reeleita em Dezembro a um terceiro mandato de quatro anos à frente da maior economia da Europa.

Incêndio destrói embaixada da Venezuela em Basseterre


Agência Brasil
Caracas - As autoridades de São Cristóvão e Neves investigam as causas de dois incêndios que destruiriam o edifício-sede da Embaixada da Venezuela em Basseterre (a capital) e causaram danos materiais nos escritórios da Organização dos Estados Americanos (OEA).
Os incêndios foram atribuídos por Denzil Douglas, primeiro-ministro do país - composto por duas ilhas, nas Caraíbas -, a "um ataque com motivo político". Eles ocorreram domingo (5), deixando a sede diplomática venezuelana reduzida a escombros e causando danos menores nos escritórios da OEA.
"Há os que, neste país, têm como objetivo principal vencer, definem vencer sem se importar com o impacto na (…) nação", disse Denzil Dougas em mensagem divulgada nessa segunda-feira pela televisão.
O primeiro-ministro informou que os incêndios ocorreram depois de uma manifestação convocada por simpatizantes do Partido Unidade, de oposição, que acusou o uso de "táticas políticas extremas" para criar instabilidade no governo.
O líder parlamentar de oposição, Mark Brantler, condenou os atentados e pediu à população para cooperar com a polícia, destacando que são "especialmente horrendos" quaisquer ataques contra funcionários ou propriedades de países estrangeiros. Ele disse que transmitiu às autoridades venezuelanas e à OEA "seu pesar e repulsa" pelos atentados.
Segundo o inspetor da Polícia de São Cristóvão e Neves, Lyndon David, dois indivíduos foram detidos por suspeita de envolvimento nos incêndios, mas não foi possível reunir provas suficientes para avançar com a acusação.
A imprensa venezuelana informa que desde dezembro último São Cristóvão e Neves têm vivido momentos de tensão política, depois de Mark Brantler ter apresentado moção contra a convocação de eleições gerais antecipadas.

Governo da Turquia demite 350 policiais em investigações sobre corrupção

Jornal do Brasil

Brasília - O governo turco demitiu na madrugada de hoje (7) 350 policiais da capital, Ancara, entre os quais chefes de departamentos, no âmbito de um vasto escândalo que envolve aliados políticos do primeiro-ministro Recep Erdogan. Os policiais foram demitidos por um decreto do governo publicado à meia-noite desta terça-feira, que inclui nomes dos chefes das unidades de Crimes Financeiros, Anticontrabando, Crimes Cibernéticos e Crime Organizado da polícia de Ancara. No mesmo decreto foram nomeados os substitutos.
A medida é adotada no momento em que o Executivo tenta conter um escândalo de corrupção que atingiu o alto escalão do governo, com dez ministros de Estado substituídos. Essa é a maior crise nos 11 anos de governo do premiê Recep Erdogan.
As demissões na polícia da capital estão ligadas às tensões entre o governo e os apoiadores do líder muçulmano Fethullah Gülen, que vive em exílio nos Estados Unidos. Apoiadores de Gülen ocupam cargos-chave em várias áreas do governo, incluindo na polícia e na Justiça. Gülen é um líder religioso e um dos principais críticos e opositores de Erdogan, que conduz um governo secular.
Com a crise no governo de Erdogan e a divulgação da investigação, o primeiro-ministro denunciou os fatos como uma conspiração estrangeira, deflagrada para desestabilizar seu governo. Em resposta, ele adotou as mudanças nos ministérios e na polícia.
Depois das demissões ministeriais, a população reagiu pedindo a demissão do próprio primeiro-ministro. A polícia teve de usar gás lacrimogêneo para dispersar uma manifestação com cerca de 5 mil nas ruas de Istambul.