"Não estamos a serviço de uma ideologia. Estamos a serviço do povo, por isso o governo não pode nos impor um 'plano da pátria' (programa) que determine a submissão a uma ideologia em particular [o socialismo], que não está estabelecida na nossa Carta Magna", declaram.
O documento foi entregue no Palácio Presidencial de Miraflores, durante reunião inédita promovida por Maduro, da qual participaram mais de 60 presidentes de câmaras municipais e vários governadores da oposição.
O governador do estado de Lara, Henry Falcón, destacou que o diálogo entre governo e oposição deve ser "sincero, objetivo, transparente e inclusivo".
Os opositores pediram a Nicolás Maduro que avance com uma Lei de Anistia para o que dizem ser "presos políticos", que devolva os recursos e analise os deficitários orçamentos de vários municípios.
"Queremos diálogo com respeito sobre os hidrocarbonetos, se queremos tomar medidas que peçam sacrifício ao nosso povo, parte dessa mensagem é não continuar oferecendo dinheiro a outros países quando temos necessidades", disse Carlos Ocariz.
Daniel Ceballos disse que no estado de Táchira (na fronteira com a Colômbia), quando os cidadãos pretendem adquirir produtos e combustível, são submetidos a "uma espécie de apartheid" e à promoção de "xenofobia contra a Colômbia", sob "o olhar complacente de muitos dos que estão no governo".
Em resposta, o presidente Nicolás Maduro acusou a oposição de ter fomentado a xenofobia contra os colombianos, ao acusá-lo de ter nascido na Colômbia. Ele disse que nasceu em Caracas, mas que estaria orgulhoso de ter nascido em Cúcuta ou Bogotá.
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