'É ou não é um ministro que trabalha com informações seletivas?', perguntou o mensaleiro
Condenado por participação no esquema mensalão, mas ainda em liberdade, o deputado João Paulo Cunha (PT) subiu à tribuna na tarde desta quarta-feira (11) para se defender. “Fui condenado contra as provas”, afirmou Cunha.
Em um tom duro, o deputado atacou o ministro do STF Joaquim Barbosa, relator do processo: “É ou não é um ministro que trabalha com informações seletivas?”, perguntou.
Cunha afirmou não ter desviado um centavo do dinheiro público. E desafiou: “Eu ressarcirei (o que foi desviado), desde que o Supremo diga o quanto eu desviei.”
“Ele (Barbosa) não diz porque não sabe, porque não consegue”, prosseguiu.
O pronunciamento foi feito antes da distribuição da revista "A verdade, Nada mais que a verdade", em que Cunha se defente. Com a publicação em mãos, o petista afirmou que não participou da contratação da agência de Marcos Valério pela Câmara. E afirmou que o contrato não foi diferente de outros contratos do mercado publicitário.
Cunha classificou o processo do mensalão como "cruel" e disse que segue morando na mesma casa, na periferia de Osasco.
Tirando e colocando os óculos, o deputado mostrou-se emocionado, citou passagem bíblica, contou histórias pessoaise elogiou Roberto Jefferson, o primeiro a denunciar o esquema de desvio de dinheiro público para o pagamento de parlamentares.
Um grupo de cerca de 40 deputados o escutou de pé, na parte da frente do plenário. E o aplaudiu no fim do pronunciamento.
Um Absurdo!
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